Todos os anos, o vírus da gripe (Influenza) se renova, trazendo febre alta, dores no corpo e o risco de complicações graves. Com o início da nova campanha de vacinação, entender as fases da doença e a importância da imunização é o primeiro passo para garantir um inverno seguro e saudável para toda a família.
Sintomas da gripe (influenza)
As doenças respiratórias são comuns no inverno, sendo a Influenza uma das mais frequentes e críticas. Seus sintomas aparecem de forma repentina, afetam o corpo todo e duram, em média, 7 a 10 dias. A intensidade varia conforme a fase da doença e a imunidade do portador. Se não for tratada adequadamente, a Influenza pode trazer sérias complicações à saúde.
Fase de incubação (Dias 1 a 3)
A evolução da doença é rápida: o vírus termina o período de incubação e começa a se replicar. Os sintomas comuns dessa fase são:
- Febre alta (acima de 38 °C);
- Calafrios e tremores, mesmo agasalhado;
- Dor de cabeça (cefaleia);
- Dor nas costas e nas pernas (sensação de “corpo pesado”);
- Ardência ou secura na garganta.
É normal lembrar exatamente a hora em que começou a se sentir mal.
Fase aguda (Dias 3 a 5)
Este é o período mais desconfortável, em que o sistema imunológico está lutando com força total contra a infecção. A resposta inflamatória do corpo atinge o pico. Os sintomas mais presentes são:
- Dores musculares e nas articulações;
- Fadiga extrema (ficar na cama se torna a única opção confortável);
- Febre persistente que oscila ao longo do dia;
- Tosse (geralmente seca e dolorosa);
- Dor de garganta persistente, acompanhada de congestão nasal ou coriza;
- Perda de apetite.
Fase de recuperação (a partir do Dia 6)
O corpo começa a vencer a batalha e os sintomas mais graves dão uma trégua. O vírus foi praticamente controlado e o organismo inicia o processo de reparação dos tecidos respiratórios.
- A febre desaparece por completo;
- As dores no corpo e a dor de cabeça diminuem significativamente;
- A tosse pode mudar de aspecto, tornando-se mais úmida (com catarro), e pode persistir por mais uma ou duas semanas como um reflexo de limpeza dos pulmões;
- O cansaço e a falta de energia (astenia) são os últimos sintomas a desaparecer, podendo perdurar por alguns dias ou semanas.
Existem diferentes tipos de gripe?
Sim. O vírus Influenza é dividido em quatro tipos principais:
- Influenza A: mais agressivo e o principal responsável pelas grandes epidemias sazonais (que acontecem todo inverno) e pandemias. Os subtipos mais comuns em humanos são H1N1 (gripe suína), H3N2 (variante Darwin), H5N1 e H7N9 (gripe aviária);
- Influenza B: infecta apenas os seres humanos. Sua mutação é lenta e geralmente os surtos são regionais, afetando bastante as crianças e os jovens;
- Influenza C: os sintomas são tão leves que se parecem com um resfriado comum, não oferece tanto risco;
- Influenza D: afeta apenas animais, especialmente gados e porcos.
E o resfriado? Não é um tipo de gripe. Ele é causado pelo Rinovírus (sintomas leves, sem febre alta) ou pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), um vírus contagioso causador da bronquiolite infantil.
Quando a gripe é preocupante?
Embora seja uma doença controlável, busque ajuda emergencial se perceber:
- febre alta por mais de 3 dias;
- falta de ar e dor no peito;
- tosse (seca ou com catarro esverdeado/amarelado);
- sinais de confusão mental e fraqueza (principalmente em idosos);
- respiração acelerada e irritabilidade (em bebês).
Atenção: Se a febre sumir e voltar com força após o 6º ou 7º dia, é sinal de alerta para infecção bacteriana secundária (como a pneumonia), que exige avaliação médica imediata.
Gripe x Dengue
Os sintomas iniciais são parecidos, mas a dengue avança rápido e tem sintomas mais críticos. Sinais de alerta para dengue:
- dor abdominal intensa e contínua;
- vômitos persistentes;
- sangramentos (nariz, gengiva ou urina);
- queda de pressão ou tontura ao levantar;
- letargia (excesso de sonolência) ou irritabilidade;
- dificuldade para respirar.
Importante: Evite a automedicação em caso de suspeita de dengue. Medicamentos como aspirina e AAS (ácido acetilsalicílico) aumentam o risco de hemorragia. Apresentando esses sintomas, busque avaliação médica imediatamente.

Boas práticas para combater o influenza
A vacinação é a principal medida preventiva. Ela é oferecida gratuitamente pelo SUS e é recomendada para qualquer pessoa acima de 6 meses de idade. Complemente sua proteção com estas ações:
- Higienize as mãos: lave frequentemente com água e sabão ou use álcool em gel;
- Ventile ambientes: mantenha janelas abertas para circulação de ar;
- Etiqueta respiratória: cubra nariz e boca ao tossir ou espirrar e não compartilhe copos ou talheres;
- Evite aglomerações: interagir com pessoas doentes aumenta o risco de transmissão do vírus;
- Alimentação e hidratação: consuma frutas cítricas (ricas em vitamina C), gengibre, mel, alho e beba bastante água;
- Hábitos saudáveis: caminhadas, alongamentos, atividades de controle de estresse (meditação, yoga) e um sono de qualidade fortalecem o sistema imunológico.
Campanha de vacinação contra gripe
A tendência é que o número de casos aumente à medida que as temperaturas caem. Por isso, as campanhas de vacinação contra gripe do Ministério da Saúde normalmente ocorrem entre março e junho, antes do inverno chegar.
A vacina é oferecida gratuitamente pelo SUS para toda a população. Mesmo que o período de campanha encerre, você ainda pode buscar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) próxima para se proteger e atualizar as vacinas.
Referências
