Homem ao ar livre bebendo água em dia ensolarado, segurando um copo com líquido, mensagem de saúde e hidratação no contexto do Novembro Azul. Homem ao ar livre bebendo água em dia ensolarado, segurando um copo com líquido, mensagem de saúde e hidratação no contexto do Novembro Azul.

Novembro Azul: como os hábitos influenciam a saúde masculina

A campanha Novembro Azul tem foco em conscientizar a comunidade, em especial o público masculino, sobre prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata.

Apesar de ser o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens, o tabu em relação ao cuidado preventivo ainda atrasa diagnósticos vitais.

Compreender como o estilo de vida, a alimentação, o estresse e o ambiente profissional afetam a saúde do organismo ajuda a mudar essa estatística e garantir maior longevidade com qualidade.

Por que discutir hábitos saudáveis no Novembro Azul?

O risco de câncer de próstata tem aumentado devido a fatores importantes, como idade, estilo de vida (hábitos saudáveis), genética (fatores hereditários) e tipo de trabalho exercido pelo paciente.

Idade e histórico familiar

Segundo informações do Instituto Nacional do Câncer (INCA), tanto a incidência quanto a mortalidade aumentam consideravelmente após os 60 anos.

A recomendação geral é que o rastreamento seja iniciado aos 45 anos de idade. Essa orientação é prioritária quando se têm parentes de primeiro grau (pai, irmão) com histórico oncológico, considerando tanto os fatores hereditários quanto o estilo de vida familiar.

Estilo de vida

Viver uma vida sedentária, com excesso de gordura corporal (sobrepeso e obesidade), aumenta o risco de câncer de próstata avançado. A taxa de mortalidade também é significativa entre pacientes que consomem álcool e cigarros regularmente.

Risco relacionado ao trabalho

Por fim, alguns estudos comprovaram que determinadas atividades de trabalho refletem na saúde e aumentam o risco de câncer de próstata. Isso inclui:

  • Atividades com contato com arsênio, cádmio, alguns produtos usados na borracha e em tecidos, além de agrotóxicos;
  • Trabalhos que envolvem exposição à radiação, como na radiologia, e jornadas em turnos noturnos (entre 22h e 5h da manhã), que alteram o relógio biológico, também podem contribuir para esse risco;
  • Agricultores, trabalhadores da borracha, da indústria têxtil, profissionais da saúde que lidam com radiação e algumas atividades industriais podem ter maior exposição.

Profissionais que trabalham nestas condições devem adotar medidas de proteção. Se possível, devem substituir o uso de substâncias com potencial de causar câncer por outras menos perigosas e utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs) fornecidos pelo empregador.

Quanto ao empregador, é importante monitorar o nível de exposição aos riscos citados para proteger a saúde do trabalhador. Para saber mais sobre o tema, recomendamos esse artigo sobre o compromisso com a saúde no trabalho.

Novembro Azul: homem usando fones de ouvido em uma esteira na academia, sorrindo enquanto caminha, com janelas e luz natural ao fundo.

Reforce bons hábitos neste Novembro Azul

A prática de hábitos saudáveis não só ajuda a melhorar a qualidade de vida, como também reduz o risco de câncer de próstata e aumenta a taxa de sucesso do tratamento. Confira alguns hábitos recomendados para colocar em prática na rotina!

Alimentação e hidratação

Apenas beber mais água e comer bem não garante a prevenção ou a cura do câncer de próstata. No entanto, manter uma dieta equilibrada e consumir mais frutas, legumes, vegetais, grãos, carnes magras e menos ultraprocessados evita o sobrepeso e a obesidade (fatores de risco).

Já a hidratação é essencial para o funcionamento do organismo, principalmente dos rins, e ajuda na recuperação durante o tratamento. Substitua refrigerantes e bebidas artificiais por água filtrada ou sucos naturais.

Atividade física como aliada

Manter uma rotina de exercícios contribui para regular o peso e reduzir o risco de doença avançada. Depois de um diagnóstico, a atividade física também melhora a capacidade física, a disposição, a qualidade de vida e a sobrevida do paciente (Cambridge, 2023).

Evite práticas nocivas

O consumo de álcool e de cigarro é citado como fator crítico em diversos tipos de câncer, inclusive de pulmão, próstata ou colorretal, aumentando o risco de doença agressiva.

Enquanto o alcoolismo prejudica o sistema imunológico, o que dificulta o tratamento e ainda favorece outros tipos de câncer, o tabagismo está relacionado diretamente ao câncer de próstata. Esse hábito causa danos ao DNA, inflamação e alterações vasculares.

Novamente, os hábitos sedentários (comer excessivamente, não praticar exercícios) também complicam o quadro e enfraquecem o sistema imunológico, dificultando a recuperação após o diagnóstico.

Gerencie o estresse

O estresse está relacionado a comportamentos que pioram o risco cardiovascular e oncológico, como fumar, beber mais álcool, dormir mal, comer pior e desistir da atividade física.

O estudo “Depressão e ansiedade no câncer de próstata: uma revisão sistemática e meta-análise das taxas de prevalência”, publicado pela BMJ Open, descobriu que a ansiedade e a depressão aumentam antes do tratamento. Esses sintomas diminuem durante o processo e sobem novamente após a sua conclusão:

SintomaAntes do tratamento (% de pacientes)Durante o tratamento (% de pacientes)Depois do tratamento (% de pacientes)
Ansiedade27,04%15,09%18,49%
Depressão17,27%14,70%18,44%

Após o diagnóstico, é fundamental que o paciente receba tanto o apoio de entes queridos quanto a orientação de um profissional de saúde mental. Isso permite que o paciente gerencie o estresse de forma saudável, conclua o protocolo para tratamento do câncer e evite retomar hábitos prejudiciais à sua saúde.

Médico em consultório conversa com paciente, com fita azul no jaleco em campanha de Novembro Azul, simbolizando conscientização sobre saúde masculina.

Sintomas e tratamento do câncer de próstata

A evolução do câncer de próstata é silenciosa. Os pacientes não costumam relatar sintomas iniciais. Quando apresentam, os sintomas são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata: dificuldade de urinar e necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite.

Os sintomas são mais perceptíveis na fase avançada: dor óssea, sintomas urinários e, nos casos mais sérios, infecção generalizada ou insuficiência renal. Em ambos os casos, o diagnóstico é feito por exames de imagem, de sangue e de toque.

Quanto ao tipo de tratamento indicado, varia conforme o nível da doença:

  • Doença localizada (concentrada na próstata): tratável com cirurgia, radioterapia e observação vigilante;
  • Doença localmente avançada: inclui tratamento hormonal;
  • Doença metastática (quando o tumor se espalha pelo corpo): a terapia hormonal é o método mais indicado.

Busque apoio de um urologista (médico que cuida da saúde masculina). Somente um profissional habilitado pode avaliar, orientar e ajudar a decidir qual é o método mais adequado para cada quadro clínico.

Lembre-se de que a cobertura de Doenças Graves do Seguro de Vida também garante o suporte financeiro de que você precisa durante o tratamento.

Agende seus exames preventivos já!

Os exames preventivos masculinos são iniciados preventivamente aos 45 anos, quando existe histórico na família, e regularmente a partir dos 50 anos. Eles ajudam a rastrear a doença e a iniciar um tratamento precoce, aumentando a eficácia do tratamento.

Para mais informações, agende uma consulta com um profissional de saúde da sua região. A rede de saúde pública (SUS, UBS) oferece atendimento aos grupos prioritários, além de fornecer todo o suporte necessário gratuitamente.


Referência:

  1. Câncer de próstata — Instituto Nacional de Câncer – INCA
  2. Physical activity and dietary considerations for prostate cancer patients: future research directions | Proceedings of the Nutrition Society | Cambridge Core
  3. Alcohol and cancer: It’s a complicated relationship | Cancer | Prevention | UT Southwestern Medical Center
  4. Depression and anxiety in prostate cancer: a systematic review and meta-analysis of prevalence rates | BMJ Open